Quinta, 25 July 2019 10:56

25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Negra, Afro Americana, Latina e Caribenha Destaque

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DIA25.1A socióloga e vice-presidente do Conselho Estadual de Participação e desenvolvimento da comunidade negra de São Paulo palestrou na empresa Águas de Matão sobre a Data e conversou com o Portal Hora1 em Beraldo Perfumaria.

 

Alessandra Laurindo em falas extraordinárias, conversou conosco sobre a história e a luta para além da data de hoje, assim como a importância da mídia e do comércio em representatividade negra.

 

 

História do dia 25:

No Brasil, os negros e negras são a maioria da população, 54% segundo o IBGE, porém, são a parcela da sociedade que mais sofre com a pobreza, violência e descaso do governo. As mulheres negras são as maiores vítimas de violência obstétrica, abuso sexual e homicídio, de acordo com o Mapa da Violência.

A desigualdade também é uma triste realidade para essas mulheres. No país, mulheres brancas recebem 70% a mais do que negras, segundo dados do IPEA. Para lutar contra essas e tantas outras injustiças, há 25 anos foi organizado o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, em Santo Domingos, na República Dominicana, com o objetivo de debater formas de combate ao racismo e ao machismo existentes na sociedade. Foi desse encontro que surgiu o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, lembrado em 25 de julho, e oficializado pela ONU ainda em 1992. 

Desde então, 25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, como homenagem à líder quilombola.

Tereza foi rainha do quilombo do Quariterê, no Mato Grosso. Durante sua liderança, criou um parlamento local, organizou a produção de armas, a colheita e o plantio de alimentos e chefiou a fabricação de tecidos que eram vendidos nas vilas próximas.

A data tem como objetivo relembrar ano após ano a necessidade de fortalecer a luta das mulheres negras por equidade.

DIA25

Homenagem: 

Nesta Data, aproveitamos para homenagear Marielle Franco - socióloga, política, feminista e defensora dos direitos humanos brasileira.
Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro.

 

#MariellePresente

Mariele

 

Nós, do Portal Hora1, ficamos imensamente honrados em poder contar essa história de cidadania e luta no nosso veículo de comunicação que hoje é o maior de Matão, da região e no que diz respeito à representatividade à população negra, do Estado.

Foi um imenso prazer divulgar esta data tão importante quanto esquecida, assim como poder servir de ferramenta às vozes da comunidade negra , toda terça-feira com o Programa Negro em Ação.
Que possamos juntos, lutar contra o racismo e atingir recortes onde essas vozes não chegavam.

 

 

Autora da Matéria:

Amanda Pereira

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Lido 904 vezes Última modificação em Quinta, 25 July 2019 15:17